"Ó Deus, criaste-nos para Ti e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Ti!" (Santo Agostinho)

"Faça poucas coisas, mas as faça bem!" (São Francisco de Assis)

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domingo, 19 de outubro de 2025

Anjos na ladeira (Uma história verdadeira)

          
          Diane, uma jovem estudante universitária cristã, estava em casa naquele verão. Foi visitar alguns amigos nesse noite e a conversa animada um pouco mais longa do que planejara, fez com que as horas avançassem noite  dentro e se fez muito tarde para retornar caminhando sozinha até sua casa. Mas não tinha medo, porque morava numa cidadezinha pequena e tranquila a poucos quarteirões dali. Enquanto caminhava até sua casa,  pediu a Deus que a mantivesse a salvo de qualquer mal ou perigo. Quando chegou a uma viela que utilizava  como atalho para chegar mais rápido até sua casa, resolveu ir por ali. Quando estava na metade da ruazinha, notou um homem parado no final dela e parecia que a estava  esperando. Diane ficou nervosa e começou a rezar pedindo proteção a Deus. Neste instante, um sentimento de tranquilidade y segurança a envolveram, sentiu como se alguém estivesse caminhando junto dela, chegou ao final da viela e foi caminhando justamente na direção onde o homem se encontrava, mas nada aconteceu chegando bem na sua casa.  No dia seguinte leu no jornal, que uma moça havia sido estuprada naquela mesma viela, uns 20 minutos depois que ela passara por ali. Sentindo-se mal por essa tragédia e pensando que poderia ter sido com ela, começou  chorar dando Graças a Deus por tê-la cuidado e lhe rogou que ajudara à outra jovem. Decidiu então ir à  delegacia de policia, acreditando que poderia reconhecer o homem e lhes contou sua historia. 
           O delegado lhe preguntou se estaria disposta a identificar o homem que havia visto a noite  anterior naquela  viela. Prontamente acedeu e sem duvidar reconheceu o homem em questão. Quando o homem soube que tinha sido identificado, rendeu-se e confessou. O Delegado de policia agradeceu a Diane pela sua valentia e lhe preguntou se havia algo que pudessem fazer por ela, então pediu que preguntassem ao homem, porque não havia atacado a ela quando passou pela mesma viela. 
          Quando o Delegado preguntou ao homem, ele respondeu: "Porque ela não estava sozinha, haviam dois homens altos caminhando um de cada lado" 

Moral da historia?

Não subestimes o poder de uma oração.

Dá calafrios não é?

Para todos vocês que leram, lhes desejo a Paz de Deus.


(Anotações - 26/05/2009)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

De Jesus à Santa Maria Faustina

          
    Concedo as graças 
mais abundantes às almas 
que meditam piedosamente a minha Paixão.



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Conselho dos Santos

                           

Falar com amor, ser honesto e dar ouvidos às crianças, são algumas lições deixadas pelos santos.

Para alcançar a santidade, homens e mulheres, como você e eu, buscaram durante a vida ajudar o próximo e levar o bem a todos. Nessa trajetória de muita doação ao outro, eles deixaram conselhos que podem nos ajudar muito e principalmente, conselhos que os adultos podem usar para ajudar as crianças, ajudar na criação dos filhos e netos.

As atitudes dos adultos refletem nas crianças. Somos espelhos para as crianças. Por isso, é prudente evitar discutir na frente dos pequenos e dizer palavras que possam machucá-los. E caso isso ocorra, pedir perdão pelo ocorrido, é necessário.

A vida de todo cristão consiste em testemunhar a pessoa de Jesus, o Santo. Ser santo é assemelhar-se a Ele. Os santos, vivendo em harmonia com o Evangelho, fizeram e fazem a experiência do amor de Deus, o amor verdadeiro, o amor divino. É esse amor que educa, com obras, e testemunho, sendo o verdadeiro meio de educação para as crianças.

Esses são valores universais que podem ser aplicados por todas as pessoas, porque são deixados por Jesus Cristo. A prática do bem, da honestidade e da justiça são necessários para toda humanidade. E os santos nos influenciam com seus exemplos.

Para vivermos em família:

SENTIMENTO 
Irmã Dulce - "Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala." Educar na fé e no amor, como os santos.

COLÔNIA DE FÉRIAS
Dom Bosco - Ele que inventou a colônia de férias, porque ensinava não com discursos longos, mas  de histórias , através de uma bola, de canções e de jogos ao ar livre. Até o começo do século XX, criança não tinha vez, nesse período se dizia: "Crianças devem ser vistas, mas não ouvidas".

VALORES
São João Paulo II - São João Paulo II cresceu ouvindo de seu pai, histórias dos santos da Polônia. Um amigo de infância de João Paulo disse: O senhor Wojtyla consagrava todo o tempo que tinha ao filho, afirmando a personalidade de Karol no essencial. Ele lhe deu todo amor de que era capaz. Sem essa base, Karol nunca teria ido tão longe em sua vida." Devemos fazer como o pai de João Paulo, aproveitar todos os momentos para compartilhar valores de forma interessante.

(Fonte: A Gazeta, 07 de junho de 2015, Adelita Maria Rozetti Frulane, missionária da comunidade Canção Nova, entrevistado: Padre Jocemar Zagoto).




Palavras de Santo Agostinho

          Por isso está dito: "Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto. Pois tudo o que pede, recebe; o que busca, acha; e ao que bate, se abrirá. Quem de vós, sendo pai, se o filho lhe pedir um peixe, em vez de peixe lhe dará uma serpente? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará ao Espírito Santo aos que o pedirem" (Lc 11, 9-13).
          Três virtudes são aí recomendadas pelo Apóstolo: a primeira é a fé, simbolizada pelo peixe. Isso, quer por motivo da água do batismo, quer porque a fé se mantém íntegra nas flutuações deste século. Ao peixe é oposta a serpente. Foi ela que, com venenosa fraude, persuadiu a que se negasse a fé em Deus.
          A segunda virtude é a esperança, simbolizada pelo ovo. Isso porque a vida futura do pinto ainda não é, mas será. Assim também a esperança não se vê, mas se espera. A esperança que se vê, já não é esperança (Rm 8,24). Ao ovo é oposto o escorpião, porque quem espera na vida eterna esquece-se do que viu atrás, fica parado e tende só ao que vem pela frente. Para ele é pernicioso olhar para trás. Ao contrário, no escorpião, o que se avista é posterior, venenosa e em forma de aguilhão. 
          A terceira virtude é a caridade simbolizada pelo pão. "A maior delas é a caridade" (1Cor 13,13). Assim também, o pão supera por sua utilidade a todos os demais alimentos. Ao pão se opõe a pedra, porque os corações endurecidos recusam a caridade.

Santo Agostinho
Carta a Proba, cap. 8,16

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Paz de espírito

    Todos nós enfrentamos períodos difíceis em nossa vida. E durante essas dificuldades a paz de espírito com certeza é o amigo mais confiável. Se conseguimos manter a mente calma, então podemos fazer uso da nossa inteligência de forma adequada. E os elementos do nosso corpo entram naturalmente em equilíbrio. A paz de espírito e a mente serena têm um papel importante em nossa vida.
     Todos nós desejamos ter uma vida feliz, mas muitas vezes procuramos a felicidade em coisas externas. Claro que os recursos materiais nos auxiliam muito. Mas se nossa vida será feliz ou não, depende da nossa atitude mental, por isso não podemos esquecer nossos valores internos.
      O comportamento correto e positivo, a manifestação de amor e compaixão nos ajudam nesse caminho.
      O amor é fundamental tanto na vida dos seres humanos, como na vida dos animais. o carinho de uma mãe é fundamental na formação do caráter de uma criança.
     As emoções negativas devem ser combatidas, assim como usamos remédios quando estamos doentes, devemos usar remédios para combater esses sentimentos negativos. Para combater o apego, podemos meditar sobre as coisas feias da natureza. Para combater a aversão , e o ódio, devemos meditar sobre o amor. Contra o orgulho e a arrogância, a aflição e a dúvida, devemos pensar sobre a realidade da vida. E contra a ignorância, ter sempre muita atenção.
      Ter compaixão é ver as coisas não como aparecem aos nossos olhos, mas usar a inteligência para isso. Tudo que me é favorável, vou ter a tendência de prezar essas coisas. Mas isso não é a verdadeira paixão. Por isso não costumamos ter compaixão diante do inimigo, que também é um ser humano e merece respeito. Esse que consideramos nosso inimigo, vive na mesma comunidade e exerce uma relação de interdependência. É fácil? Não é! É algo que exige muito esforço e exige o uso da razão.
       A compaixão abre a nossa mente, abre a porta interior, aumenta a força interior. Toda pessoa que é autocentrada acaba vivendo em uma grande solidão, desenvolvem medos, dúvidas, insegurança, raiva, inveja.
        Devemos sempre desejar algo, mas nunca nos apegar a algo. Devemos desejar alcançar a sabedoria, por exemplo. Desejar que os que estão a nossa volta sejam felizes. Desejar progredir no caminho da paz espiritual. O apego gera ignorância, pois gera uma ligação excessiva.
          O desapego é justamente recuar diante do apego, da ignorância.

          
          

domingo, 1 de março de 2015

O que Pedir aos Anjos?

Serafins - Que nos abrasem no amor de Deus, inflamem nosso coração no amor de Maria. Que nos entreguemos, louvemos e sirvamos a Deus.

Querubins - Que nos ajudem nas tentações contra a fé, pureza e escrúpulo.

Tronos - Que esclareçam e iluminem os governantes, bispos e responsáveis por comunidades religiosas e civis.

Dominações - Que esclareçam os hereges, ateus, incrédulos e católicos poucos fervorosos (aqueles cuja conversão estamos pedindo). Também pelos que se empenham em difundir o reino de Deus.

Virtudes - Que melhorem nossa vida espiritual, dando-nos coragem e força para cumprirmos as boas resoluções (façamos-lhes a entrega de nossa oração pessoal).

Potestades - Que removam os obstáculos que possam impedir a execução dos desígnios de Deus, desfazendo armadilhas e ciladas do inimigo. Também que inspirem os sacerdotes a se santificarem.

Principados - Que defendam e protejam, nosso País, cidade, Igreja. Que ajam como instrumentos de Deus na realização de milagres.

Arcanjo Miguel - Que combata por nós o inimigo e o precipite no inferno, desfazendo toda a mentira e ilusão da qual se serve. Que aumente em nós o amor à Santa Missa e Sagrada Eucaristia.

Anjo Gabriel - Que aumente em nós o amor à Maria e lhe apresente nossos pedidos.

Arcanjo Rafael - Que nos defenda das potências do mal, das doenças e nos acompanhe nas viagens. Que seja nosso consolo nas dificuldades e nos fortaleça no desânimo e na depressão. Também que ilumine os padres confessores e orientadores espirituais.

Anjos da guarda - Que nos guardem, governem e iluminem. Que nos inspirem, suscitando-nos boas ideias e propostas.

(Padre Marcelo Rossi - 19/03/2001)




domingo, 6 de julho de 2014

Parábolas dos talentos

Texto: Vicente Abreu
Fonte: Revista Cristã

Repórter Novo Testamento entrevista Mateus sobre a Parábola dos Talentos.

Eu estava na casa de Maria, mãe do evangelista Marcos. A casa era um ponto de encontro dos primeiros cristãos em Jerusalém. Nessa ocasião tive a graça de me encontrar com Mateus, o ex-cobrador de impostos que se tornou apóstolo de Jesus. Quando cheguei, ele falava sobre a Parábola dos Talentos. Ele falou tão lindamente que, depois, não resisti e fui conversar com ele. Logo percebi que Mateus amava essa parábola. Tanto que, mais tarde, ele será o único evangelista a mencioná-la nos Evangelhos. Leia Mateus 25, 14-30. Ao falar sobre o assunto, seus olhos brilhavam. Depois de ouvi-lo, aquela parábola - que eu já tinha lido e ouvido tantas vezes - ganhou outro significado. A seguir, veja m trecho de nossa conversa.

Repórter NT: Por que você gosta tanto dessa parábola?
Mateus: Primeiramente, porque é um ensinamento do meu Senhor Jesus. Portanto, é um ensinamento para a vida, para a felicidade. Depois, porque Jesus contou essa parábola quando nos falava sobre o final dos tempos. E, finalmente, porque ela encerra verdades maravilhosas, sobre a vida presente, sobre a vida futura e o que devemos fazer para conquistá-la.

Repórter NT: Quem é o dono dos bens na parábola?
Mateus: É Jesus. Ele é o dono, o patrão. Por ele todas as coisas foram feitas. Ele é o Filho em quem o Pai colocou todo o seu amor. E é a ele que todos nós vamos prestar contas.

Repórter NT: Na parábola, o dono iria partir para o estrangeiro...
Mateus: Sim. O patrão iria partir para uma grande viagem. Então, ele chama seus empregados e confia a eles seus bens! (Mateus se emocionou) Jesus já fi fazer sua grande viagem a um lugar que, para nossa visão pequena, poderia ser comparado ao estrangeiro, um país distante. Mas, pela fé, sabemos que Ele não está distante de nós, apenas "parece" que foi para muito longe...

Repórter NT: Se entendi corretamente, os bens continuam sendo do patrão...
Mateus: Exatamente! Os bens não são dados aos empregados. São "confiados" a eles, para que eles os administrem e os façam prosperar na ausência do patrão. Ou seja, o Senhor demonstra extrema confiança em seus empregados.

Repórter NT: E o que são os talentos?
Mateus: Talento é a moeda de maior valor que existe. Um talento equivale a trinta quilos de ouro, ou seis mil denários! 
Nota: Um denário é uma diária de um trabalhador como um pedreiro, por exemplo. Portanto, um talento equivale a seis mil dias, ou mais de 16 anos de trabalho de um pedreiro.

Repórter NT: E o que são os talentos que Jesus confiou a nós?
Mateus: São os ensinamentos dele, a Palavra de Deus, o Reino que Ele anunciou, o batismo que nós recebemos, os sacramentos, o dom precioso do Espírito Santo dentro de nós, a fé e todos os dons para o serviço. Estes são os talentos confiados a nós. Eles são valiosíssimos. Valem muito mais do que o ouro. Mas, para entendermos melhor, Jesus comparou-os à moeda do 'talento".

Repórter NT: Quer dizer que o talento não é aquele dom natural que todos nós temos?
Mateus: Não. Em principio, Jesus não estava falando disso. Os dons naturais que herdamos como inteligência, força, aptidões, beleza, capacidade artística e tantos outros se tornam secundários em vista dos "talentos" que Deus confiou a nós.

Repórter NT: Quer dizer que não precisamos desenvolver nossos "dons" naturais?
Mateus: Não é isso que eu quis dizer. É claro que devemos desenvolver nossos dons naturais. Mas, para isso, a própria natureza já no impulsiona. É o rumo natural das coisas. E não só a natureza nos impulsiona mas também a necessidade de sustento, a ambição, o desejo de lucro, a vaidade... Os dons naturais, se mal usados, podem nos afastar de Deus. É por isso que, nossos dons naturais se tornam secundários.

Repórter NT: Um dom natural pode nos ajudar a fazer os talentos de Deus prosperarem?
Mateus: É isso! Por exemplo, alguém que tenha o dom natural de falar bem: essa pessoa pode fazer a Palavra de Deus prosperar e se expandir nos corações de outras pessoas! É o dom natural a serviço do "talento" que é de Deus. Alguém que tenha tino comercial pode ajudar o Ministério da Palavra de Deus a se sustentar economicamente. Alguém com talento para as artes pode, através de sua arte, levar a mensagem de Jesus. Mas é preciso ter claro no coração que os dons naturais ajudam, mas não são eles que convencem os corações.

Repórter NT: Por favor, explique melhor...
Mateus: Deus não precisa de grandes oradores para fazer sua Palavra chegar aos corações. Deus precisa de pessoas que vivam a Palavra. Quem vive a Palavra de Deus a faz prosperar, mesmo sem perceber. É muito mais importante viver a Palavra do que pregá-la maravilhosamente bem. É mais importante, por exemplo, perdoar aos que nos ofenderam do que falar para os outros que devemos perdoar. É mais importante demonstrar amor através de ações do que falar sobre o amor.

Repórter NT: Quer dizer que obedecer e viver a Palavra é fazer multiplicar os talentos?
Mateus: Sim. E é sobre isso que nós vamos ser cobrados quando o "patrão" voltar de sua viagem.

Repórter NT: Na parábola, o dono distribui os talentos conforme a capacidade de cada um. Como é isso?
Mateus: Jesus usou uma palavra grega para falar sobre isso. A palavra é "dynamis", que quer dizer "dinamismo, capacidade de fazer" de cada um. Quer dizer que Deus distribui seus talentos a cada um conforme a capacidade de realização de cada um. mas note, mesmo essa "capacidade de realização" é um dom de Deus. está escrito no Deuteronômio: "Não digas 'por minha força e pelo poder do meu braço criei para mim estas riquezas'. Lembra-te do Senhor teu Deus. É Ele quem te dá força para criar riquezas." (Dt 8,17-18). portanto, é Ele quem dá a cada um capacidade de realização. E é sobre essa capacidade - recebida de Deus - que seremos julgados.

Repórter NT: E é por isso que Deus dá mais "talentos" a uns do que a outros?
Mateus: Sim. Ele sabe quanta capacidade de realização você tem, porque foi Ele quem deu isso a você. Assim, Ele sabe também quantos talentos pode confiar a você. É, por isso que não podemos julgar nem inventar ninguém se ele tiver esse ou aquele talento que eu gostaria de ter. Quem distribui os talentos é Deus e Ele sabe muito bem como e porque faz isso.

Repórter NT: E o que é "enterrar o talento"?
Mateus: É subestimar a capacidade de realização que Deus deu a você. É achar que os talentos que você recebeu são difíceis demais de se realizarem. É ouvir a Palavra de Deus e não vivê-la. É ser batizado e não desenvolver a graça maravilhosa que recebeu no batismo. É ser batizado e viver como pagão. O talento está lá. Deus confiou. Mas a pessoas enterra, não procura conhecer, não procura desenvolver. O talento, como o dinheiro, não cresce por si só. É preciso aplicar-se a ele, trabalhar, esforçar-se para que ele cresça. Enterrar talento é achar que os dons de Deus vão se desenvolver por eles mesmos, sem o meu empenho. Ao que age assim, Jesus chama de "servo indigno e preguiçoso" (Mt 25,26).

Repórter NT: Deus toma um talento de volta?
Mateus: Não. Se Ele confiou a nós, o talento sempre estará lá. Mas quando chegar a hora da prestação de contas, aí sim, o talento pode ser tomado de nós, se o tivermos enterrado. Foi isso que aconteceu com o último sevo da parábola, aquele que enterrou o talento: o que ele tinha foi tirado dele e dado ao que tinha mais.

Repórter NT: Por que o que tinha mais recebeu mais ainda?
Mateus: Porque ele se aplicou mais, ele fez o talento de Deus crescer mais! Ele fez o mundo e a vida ficarem melhores. Ele levou para frente o projeto de Deus. Por isso, merece tal recompensa.

Repórter NT: E a recompensa?
Mateus: Deus diz aos servos bons: "Você foi fiel no pouco, por isso, ponho você à frente do que é realmente importante! Entre na alegria do seu Senhor." Por mais que um talento tenha alor, ele é pouco em vista da recompensa final, que é gozar da presença de Deus na felicidade eterna. Mas não devemos esquecer que um talento é precioso para Deus e jamais deve ser enterrado. Um talento salva vidas para Deus.


"O talento está lá. Deus confiou. 
Mas a pessoa enterra, 
não procura conhecer, não procura desenvolver"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Por que Jesus fazia milagres?

Texto: Pe. Francisco Sehnem, scj
Fonte: Revista Brasil Cristão

          Os milagres estão intimamente associados a missão de Jesus, a tal ponto que, negado os milagres, se nega a própria identidade de Jesus. Os Apóstolos, desde as suas primeiras pregações, apresentaram Jesus como autor de milagres (cf At 2,22 e 10,38). Os milagres estão de tal modo inseridos na trama da missão de Jesus que sem eles não se explicariam a admiração e o entusiasmo que Jesus suscitou desde o início de sua missão pública. Jesus falou mediante palavras e sinais, como bem dá a entender Mateus ao sintetizar a vida pública de Jesus: "Jesus percorria todas as cidades e aldeias ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho e curando de todas as doenças e enfermidades" (Mt 9,35; Mt 4,23).

          São Mateus, no seu Evangelho, nos diz que Jesus mesmo explicou o significado dos seus milagres:

1. João Batista manda perguntar a Jesus: "Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?" Jesus responde apontando seus milagres: "Os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobre são evangelizados" (Mt 11,2-6). Com outras palavras: Jesus diz que está cumprindo as profecias messiânicas, que identificam o Messias mediante a realização de sinais prodigiosos (cf. Is 26,19; 29,18s; 35, 5s; 61,1). Por conseguinte, segundo Jesus, os milagres vêm a ser os sinais de que Ele é o Messias.

2. Jesus responde aos fariseus: "Se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou até vos" (Mt 12,28). No caso, os milagres são os sinais de que o Reino de Deus já chegou à terra. Com efeito, dominando os males físicos (doenças e achaques) e morais (o pecado) dos homens, vencendo a própria morte, Jesus mostra que, na sua pessoas e nas suas obras, o Reino de Deus se faz presente e atuante neste mundo. Assim os milagres se inserem harmoniosamente na pregação de Jesus, comprovando-a e autenticando-a.

3. "Jesus começou a verberar as cidades onde havia feito a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: 'Ai de ti Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito se teriam arrependido, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas eu vos digo: No Dia do Julgamento, haverá menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vos. E tu, Cafarnaum, por acaso te elevarás até o céu? Antes, até o inferno descerás. Porque, se em Sodoma tivessem sido realizados milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Por isso, eu te digo que no Dia do Julgamento haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti" (Mt 11,20-24). - Destas palavras de Jesus se depreende que os milagres foram efetuados em Corazim, Betsaida e Cafarnaum precisamente para que tais cidades se convertessem, compreendendo a irrupção do Reino Messiânico. Os milagres são pois, apelos ou sinais eloquentes pelos quais Deus chama os homens a passar do pecado para uma vida nova.

          Os milagres evidenciam a identidade de Jesus. Ao vê-los, os homens espontaneamente perguntam: "Que é isso? Comandam até mesmo os espíritos imundos e estes lhes obedecem!" (Mc 1,27) ou ainda: "Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?" (Mc 4,41). Algo de inédito aparece entre os homens,... e este inédito é o Messias assinalado por suas obras.

          São Tomás de Aquino escreve que Jesus fazia milagres para comprovar sua divindade. Isto porque Jesus fazia milagres de uma forma nunca realizada antes. Realizava milagres por uma natureza própria. Jesus operou milagres que ultrapassam todas as virtudes criadas. Apenas um Deus pode fazer o que Jesus fez. Então Jesus é Deus.

          Jesus ainda realiza milagres sem consultar ninguém. Jesus fazia os milagres com seu próprio poder.O Evangelho diz: "saía dele uma virtude que curava a todos" (Lc 6,19).

          E, vamos refletir ainda um pouco sobre a maneira de agir de Jesus como taumaturgo:
          Jesus nunca realizou um milagre em seu proveito pessoal, para pôr-se em evidência ou para sair de alguma situação embaraçosa. Sofreu fome, sede, cansaço, dormia onde se encontrava, sem ter onde reclinar a cabeça; quando foi aprisionado por seus inimigos, nada fez para se libertar e escapar da morte horrenda e humilhante. Quando pregado à cruz, foi ironicamente "desafiado" por seus adversários para se libertar, mas não o quis, embora pudesse desconcertar os seus algozes, que diziam: "Salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo. O Cristo, o rei de Israel desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos" (Mc 15,31s). Jesus quis parecer fraco e talvez impostor aos olhos de quem o desafiava.

          Jesus não ambicionava sucesso nem benefícios materiais. Ao contrário, proibia que as pessoas curadas apregoassem a obra. Assim o fez após ressuscitar a filha de Jairo e após a cura do surdo-mudo.

          O silêncio imposto por Jesus visava impedir o equivoco dos judeus que poderiam julgar que Ele veio para resolver problemas de ordem material e dar a Israel a hegemonia sobre os demais povos.

          Jesu não realizava milagres para punir. Jesus veio para salvar e não para destruir.

          Jesus efetuava milagres com grande simplicidade, sem recorrer a fórmulas mágicas nem a ritos complexos. Jesus não fazia alarde nem publicidade dos seus milagres; antes, era muito discreto e reservado. Não se apresentava , nem procurava doentes para curá-los, eram estes que se dirigiam espontaneamente a Jesus ou eram levados por outrem. Simplesmente, acolhia a todos e os curava. Bastava-lhe dizer uma palavra como autoridade, como no caso do leproso: "Quero, sê curado!" (Mc 1, 40-42).


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os Anjos Celestes

Texto: Pe. Alírio José Pedrini, scj
aljope@terra.com.br
www.padrealiriopedrini.com
Fonte: Revista Brasil Cristão

          A existência de seres espirituais, que na Bíblia são chamados de anjos, é uma verdade de fé, confirmada pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja. O Antigo e o Novo Testamento citam mais de trezentas vezes a presença de anjos. Não há, portanto, por que duvidar.
       
          A palavra anjo vem da língua grega: "ânguelos", e do latim: "ângelus", que significa "mensageiro, portador de mensagens, noticiador". Na verdade,  nome "anjo" não indica a "natureza", ou seja, "aquilo que o anjo é", mas indica a sua missão, aquilo que ele faz. santo Agostinho diz que "anjo é designação de encargo, de trabalho, de missão, e não de sua natureza. Se perguntarmos pela natureza do anjo, por aquilo que ele é, a resposta é: ele é um 'espírito'. Se perguntarmos pelo encargo, por sua missão, a resposta é: ele é um 'anjo', ou seja, mensageiro, noticiador. Ele é espírito, por aquilo que ele é. E é anjo, por aquilo que ele faz". Portanto, ao falar de anjos está se discorrendo sobre "espíritos", seres espirituais, dotados de individualidade, inteligência, vontade e liberdade.

OS ANJOS

          Os anjos são seres espirituais, criados por Deus, amados por Deus, amigos de Deus e servidores dos desígnios de Deus. São seres espirituais incorpóreos, isto é, não tem um corpo material como o nosso. Se na Bíblia, algumas vezes, eles se mostraram com um corpo humano, é porque, para realizar a sua missão, eles precisavam "aparecer", precisavam serem vistos. E como eles cumpriam uma missão dada por Deus, Ele os tornava visíveis aos olhos humanos. 

          Os anjos são seres espirituais dotados de inteligência. São seres inteligentes. Por sua inteligência são capazes de compreender  soberania e a grandeza de Deus. São capazes de compreender que são criaturas divinas, criadas por amor, e que devem adorar e servir a Deus com submissão amorosa. Com sua inteligência, sabem reconhecer que sua existência, sua grandeza e santidade foram dadas por Deus. Por sua inteligência, eles sabem que é na adoração e no servir a Deus que reside a sua felicidade celestial.

          Os anjos são seres espirituais dotados de vontade própria. Sua vontade lhes dá a possibilidade de decisão em sua vida, nos seus relacionamentos com Deus e nas missões dEle recebidas. Mas porque compreendem que Deus é o bem supremo e a fonte de sua felicidade celestial, os anjos têm sua vontade totalmente voltada para Deus, e jamais se decidem por algo que pudesse ser contra a vontade de Deus.

          Os anjos são dotados de liberdade. São seres livres. Mas sua liberdade deve ser compreendida no seu verdadeiro significado. "Livre é aquele que escolhe o bem, o verdadeiro, o justo e o bom, por "própria iniciativa". Sabemos que lúcifer e outros anjos abusaram da liberdade, quiserem ser "deuses", se rebelaram contra Deus e foram condenados. Os anjos, por serem inteligentes e saberem que sua felicidade reside em estar com Deus, livremente "escolhem" estar com Deus e servi-Lo com amor.

SERVIDORES DE DEUS

           Os anjos são "servidores e mensageiros de Deus", "poderosos executores de sua palavra, 
e obedientes ao som de sua voz  (Sl. 103,20).

          Baseados em diversas citações bíblicas, alguns escritores sagrados os dividem em três hierarquias. Cada hierarquia é formada por três categorias, formando nove categorias ou ordens de espíritos angélicos.

          A primeira hierarquia é formada pelos espíritos Serafins, pelos Querubins e pelos Tronos. Esses três grupos se mantém junto do trono de Deus, o adoram, contemplam, servem e engrandecem. Os Serafins são os "inflamados" do amor de Deus. Os Querubins são os portadores da plenitude da ciência divina. Os Tronos vivem em "função perpétua" da presença de Deus.

          A segunda hierarquia é formada pelos espíritos Dominações, pelos Virtudes e pelos Potências. Os Dominações presidem, organizam, dão ordens a outros espíritos. Os espíritos Virtudes são os executores: agem, fazem. E os Potências exercem o poder. Têm poder de remover obstáculos aos planos divinos e favorecer sua implantação.

          A terceira hierarquia é formada pelos espíritos chamados Principados, pelos Arcanjos e pelos Anjos. Os Principados exercem poderes em nome de Deus, para o reino de Deus, em regiões maiores: países, províncias, estados. Os Arcanjos exercem domínio sobre cidades. Os Anjos, exercem o cuidado de pessoas. (Cf Legenda Áurea, p. 813-824).

          A bem da verdade, é preciso dizer que alguns escritores sacros divergem, não dos nomes das nove categorias de anjos, mas das atribuições de cada classe, descritas acima.

          Todos esses espíritos celestes são criados por Deus, estão na felicidade dos céus, servem em profundo amor e obediência a Deus, são profundamente unidos entre si na execução da missão geral dada por Deus, bem como nas incumbências pessoais.

OS ANJOS E JESUS

          Jesus Cristo é o centro de todas as classes de anjos. Lemos em Marcos 25, 31 "Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os "seus" anjos..." Os anjos são de Jesus por que foram criados "por Ele e para Ele". Lemos em Colossenses 1, 16: "Pois foi nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele". Os anjos são de Jesus porque Ele os fez mensageiros de seu projeto de salvação. Lemos em Hebreus, 1, 14: "Porventura não são eles todos espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?".

          Desde a Encarnação até a Ascensão a vida de Jesus Cristo é cercada da adoração e do serviço dos anjos. Quando Deus introduziu o primogênito no mundo, diz: "Adorem-no todos os anjos" (Hb 1,6). no nascimento de Jesus, um coro celestial cantou o "Glória a Deus nas alturas..." (Lc 2,14). Protegem a infância de Jesus, avisando a José a fugir porque Herodes queria matar o Menino (Mt 1,20. 2,13. 19). Servem a Jesus no deserto (Mc 1,12). Reconfortam Jesus na sua Getsêmani (Lc 22,43). Foi um anjo que anunciou a Maria a Encarnação do Filho de Deus. Foram anjos que anunciaram a Ressurreição do Senhor.

OS ANJOS DA GUARDA

          Desde a concepção até a morte, a vida humana é cercada por proteção e pela intercessão de anjos. Cada fiel é acompanhado por um anjo protetor e pastor para conduzi-lo pelos caminhos da vida cristã até chegar à vida eterna. Esse anjo nós o chamamos de Anjo da Guarda.

          Um Anjo da Guarda recebeu do pai celeste a missão de nos acompanhar por toda a nossa vida, a fim de nos auxiliar a viver uma vida cristã capaz de ser aprovada por Deus, no fim dos nossos dias. O Anjo da Guarda procura nos preservar e auxiliar a vencer as tentações, as infestações e opressões que nos são feitas pelos anjos maus, os demônios. Ele nos dá inspirações e moções a fim de sabermos distinguir o certo e o errado, o bom do mau, o bem do mal. Ele nos adverte, por meio de intuições e pensamentos quando estamos fazendo escolhas erradas que levam ao pecado. O Anjo da Guarda é um intercessor valioso a nosso favor diante de Deus. Ele apresenta a Deus as nossas boas ações, as nossas necessidades, as nossas intenções.

Importante é:
1. Reconhecer e acreditar na presença do nosso bom Anjo da Guarda.
2. Reconhecer a importância de termos esse "guarda-costas pessoal" no caminho de nossa vida.
3. Criarmos uma amizade com ele, e cultivar diariamente essa amizade por meio de alguma forma de oração a ele dirigida.
4. Sermos dóceis e obedientes às suas inspirações e moções.
5. Recorrermos a ele com confiança em nossas necessidades.




             

Educação e formação das famílias

Texto: Rosa Aguirre - escritora e palestrante
Fonte: Revista Brasil Cristão - Associação do Senhor Jesus

          Diz o Salmo 118,1 (Salmo compartilhado essa semana  pelo Padre Reginaldo Manzotti em seu programa Evangelizar é preciso): 
"Felizes aqueles cula a vida é pura, e seguem a lei do Senhor", e meditando neste versículo, poderíamos ter uma visão ampla sobre a pureza, mas queremos entende-la frente ao 6º mandamento; - "Não pecar contra a castidade". Diz o Catecismo Romano que a castidade é a positiva integração da sexualidade na pessoas, é uma virtude moral, um dom de Deus, uma graça, um fruto do Espírito Santo. Infelizmente ao olharmos ao nosso redor o que encontramos? Os valores morais no que se referem a castidade são tidos como ultrapassados, e mesmo no seio das famílias que se dizem cristãs, não se tem prezado o 6º mandamento.
         
              Se a família é escola de fé, como os pais têm lidado com seus filhos frente a pureza e a sexualidade? Que exemplo é dado, como se portam em relação a fidelidade? Sabemos que os meios de comunicação são formadores de opinião, e como influenciam na formação das pessoas, então o que temos oferecido aos nossos queridos? O que vemos de degradação moral não seria reflexo do que as novelas e determinados programas oferecem? Tudo é permitido, e infelizmente mutos pais acham graça e até mesmo incentivam seus pequeninos a atos que levam a perderem a pureza de coração.

          A sensualidade incentivada nos pequenos é um grande atentado à formação moral. Como consequência a isso vemos a gravidez de adolescência, filhos gerados sem estrutura familiar... e tudo é tão natural... Será que perdemos a consciência que somos templos Vivos de Deus?

                  Encontramos em Eclo 7,25-26: "Tens filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância. Tens filhas? Vela pela integridade de seus corpos..." A palavra do Senhor deve ser a base da educação e formação das famílias; ela é sempre atual, e não deve ser adaptada aos valores do mundo de hoje, mas sim vivenciada com toda a fidelidade.
            

          

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus



          O culto reverencial ao Coração de Jesus nos é apresentado por João:
“Quando chegaram, porém, a Jesus viram que ele estava morto e não lhe quebraram as pernas, mas um soldado lhe abriu o lado com uma lança e, no mesmo instante, saiu sangue e água...”

          A Escritura afirma também: “Contemplarão aquele que traspassaram” (Jo 19,33-37).

          Jesus referiu-se ao seu coração quando disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (MT 11,29).

          E ainda: “Assim também será convosco meu Pai celeste, se cada um não perdoar seu irmão, de todo coração” (MT 18,35).

          “Felizes os limpos de coração, porque verão a Deus” (MT 5,8).

          “É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os falsos testemunhos, as blasfêmias” (MT 15,19).

“Para Platão é o cérebro que define o ser humano. Para Jesus Cristo é o coração” (A palavra coração é citada 159 vezes no Novo Testamento e 853 vezes no Antigo Testamento).


“Cada pessoa colhe bênçãos e graças no oceano da misericórdia divina, de acordo com o cântaro do seu coração” (São Francisco de Sales).


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Gostar de santo!

Digo e afirmo. Eu oro aos santos. Oro porque sei que eles me ouvem. Oro por terem sido quem foram e serem quem são. Peço que orem comigo ao Pai em nome de Jesus. Os santos estão com Jesus, com certeza.

Gosto de ler e ouvir falar de suas atitudes, suas idéias, sobre a vida que levaram, são verdadeiros heróis.

Desejo de todo o meu coração, um dia, poder conhecer todos, principalmente São Francisco de Assis, o protetor dos animais e da natureza; conhecer São Bernardo, modesto e bondoso de coração; Santa Verônica, piedosa; Santo André, o primeiro Apóstolo de Jesus; São José, puro e justo.

E hoje, dia dedicado a São Francisco de Assis, posso orar com ele:

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado
compreender que ser compreendido
amar que ser amado

Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !

É isso: sou católica e gosto de santo!