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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Histórias para crianças... ou adultos cheios de fé?

O menino que brincou com Jesus

     Em Colônia, famosa cidade alemã, mostra-se ainda hoje na Igreja de Santa Maria do Capitólio, o local em que, segundo piedosa lenda, o Beato Hermano brincava com menino Jesus.

     Muito inocente, o menino Hermano não gostava das más brincadeiras dos outros meninos de sua idade, e preferia passar longos períodos nessa igreja contemplando uma imagem da Virgem com seu divino Filho nos braços. 

     Certo dia - oh, surpresa! - lá chegando, encontrou nada mais nada menos que o Menino Jesus brincando com São João Batista. "Como gostaria de estar com eles!", pensou Hermano e ficou ali, olhando até que, de repente, ouviu uma celestial voz, inesquecível, partindo da imagem de Maria Santíssima:

     _ Hermano, meu filho, não queres vir brincar também?

     _ Sim, não desejo outra coisa! Mas a grade é muito alta, respondeu ele. 

     Como a grade lhe barrava a passagem, e ele era tão pequeno... Ficou ali, extasiado, olhando e admirando.

    _ Pois eu vou te ensinar a passar por cima. Vamos, põe o pé nessa pequena trave, depois apóia a mão ali...

     Assim, com a ajuda de Nossa Senhora conseguiu pular a grade e brincar por muitas horas com Jesus e João Batista que o receberam com todo carinho. Brincaram animadamente por longas horas.

     Voltando outro dia, Hermano trouxe de presente para Jesus uma linda maçã. Com toda confiança, estendeu-a em direção da imagem, e a fruta foi recolhida com um luminoso, sorriso de agradecimento.

      Assim era o íntimo convívio do menino com Maria e Jesus.

     Num dia de rigoroso inverno, lá apareceu Hermano descalço, tiritando de frio.

     _ Hermano, meu filho, por que andas descalço neste frio? - indagou-lhe Nossa Senhora.

     _ Senhora, sou pobre e não tenho sapatos - respondeu ele, meio sem jeito.

     _ Vai àquele altar e pega a moeda que lá encontrares, para comprar os calçados. E toda vez que lhe faltar algo, vai lá e encontrarás o de que necessitas - disse-lhe Ela maternalmente.

     Muito agradecido, o bom Hermano pegou a moeda e foi logo comprar um robusto par de sapatos, presente da Mãe do Céu.

     Anos mais tarde, fez-se religioso no convento de Steinfeld, onde, por sua angelical pureza, ao seu nome foi acrescido o do esposo virginal de Maria.

     E assim passou ele à história com nome de Beato Hermano José, o menino que brincou com Jesus.


   

São João Batista e Jesus, meninos vitral da 
Igreja de São Severino, Paris.



(Transcrito da revista Arautos do Evangelho, nº 37, de janeiro de 2005, p.44.)



sábado, 28 de março de 2009

Mestre


(Essa coruja fez o seu ninho, com dois filhotes, no chão do pátio da Igreja São Francisco de Assis/ 2010.)

Seu Joaquim era um professor idoso conhecido por sua sabedoria e grande humildade. Um dia, um jovem professor quis fazer um debate com ele.
O jovem professor pretendia mostrar que os métodos do velho mestre não serviam para ensinar as novas gerações. No dia do debate, ele se encaminhou para a casa do seu Joaquim. Lá estava também os alunos. O jovem, ao invés de propor um assunto, disse que ele era antigo e suas lições de nada serviam. Seu Joaquim ouviu calado. O jovem, com ar vitorioso, se despediu de todos e foi embora. Os alunos perguntaram ao professor a razão dele não ter respondido e se aquilo não era covardia.
Seu Joaquim respondeu: "Se alguém lhe dá um presente e você não aceita, quem é que fica com o presente?" Os alunos responderam:" Aquele que deu o presente." Seu Joaquim completou: "O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos".


História



Uma história


Um rei dos tempos antigos quis escolher uma moça para ser sua esposa e propôs às candidatas que levassem para casa algumas sementes de um tipo raro de flor e cultivassem as sementes.
Uma dessas moças, Helena, era apaixonada pelo rei, e usou todos os métodos que conhecia para cultivar as sementes e nada brotou em seu vaso. Ela ficou desanimada. No dia marcado para a apresentação das flores, ela levou seu vaso sem nada. Ficou escondida no meio de belíssimas flores que foram levadas ao rei. Na hora em que o rei olhou para as flores, escolheu propor o casamento justamente a Helena. As outras moças se assustaram com a escolha. Os familiares que assistiram ao gesto do rei e a pobre Helena ficaram sem entender coisa alguma. Helena, então, se aproximou e perguntou ao rei o que ela teria feito para merecer a atenção dele.
O rei respondeu que havia dado sementes falsas que jamais seriam capazes de brotar. Helena havia cultivado a mais bela das flores: a honestidade.