"Ó Deus, criaste-nos para Ti e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Ti!" (Santo Agostinho)

"Faça poucas coisas, mas as faça bem!" (São Francisco de Assis)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Bíblia Católica X Bíblia Protestante

Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante?

          O problema entre a Bíblia Católica e a Protestante está unicamente no Antigo Testamento. Todos os livros do Antigo Testamento provavelmente foram escritos em hebraico, mas somente em 1946, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, foi possível comprovar esse fato, pois encontrou-se fragmentos em hebraico de todos os livros, exceto Judite, que mesmo assim é repleto de semitismo, comprovando sua origem hebraica. 
     
          Lutero, quando fez a tradução da Bíblia para o alemão, excluiu os sete livros que não se conhecia seus originais em hebraico, a saber: Judite, 1 e 2 Macabeus, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria e Baruc, restando assim 66 livros. Esses, até então, só se conhecia em grego. A lista de 73 livros é muita antiga, desde 406, com a tradução feita para o latim, por São Jerônimo. E diante das descobertas dos Manuscritos do Mar Morto, não faz sentido questionar sua autenticidade. 

              Nota-se: os sete livros foram excluídos da Bíblia por Lutero. As traduções ecumênicas e algumas protestantes já trazem, em suas novas edições, os livros em seu lugar, conforme a Bíblia Católica ou no final como apêndice acrescido do termo deuterocanônicos (segunda lista oficial).

(Extraído da Revista JPII (Pergunte ao Padre) - www.saopedrojacaraipe.com.br)



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Epifania do Senhor ou Santos Reis Magos

          Epifania, em grego, significa manifestação, revelação. Ela tem sua origem na Igreja Ocidental. É a revelação da divindade de Jesus Cristo ao mundo pagão por intermédio da adoração dos Magos. Neste dia a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus. Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra. Esses Magos manifestam que todos os povos são chamados à vida eterna, ao conhecimento do Evangelho e do Filho de Deus. De uma forma especial, Deus se manifesta aos pagãos por meio de coisas, da natureza: o Sol, a Lua e as estrelas. Isso porque os Magos descobriram no céu os sinais de que Deus Pai estava trazendo uma grande mensagem para a humanidade: seu próprio Filho, que se tornava carne em nossa história.

          Afirma São Tomás de Aquino: "Os Magos são 'as primícias dos pagãos' a crerem em Cristo. Neles apareceram, numa espécie de preságio, a fé e a devoção dos pagãos vindos a Cristo de lugares remotos. Por isso, sendo a fé e a devoção dos pagãos isentas de erro, por inspiração do Espírito Santo, também deve-se crer que os Magos, inspirados pelo Espírito Santo, se comportaram sabiamente ao prestarem homenagem a Cristo.

          Ao recebê-Lo como rei, ofereceram as primícias excelentes do templo: o ouro que guardavam; por entender que Ele era de natureza divina e celestial, ofertaram incenso perfumado, forma de oração verdadeira, oferecida como suave odor o Espírito Santo; e em reconhecimento de que sua natureza humana receberia sepultura temporal, ofereceram mirra."

          Mal dá para acreditar, mas ainda hoje, muitas pessoas precisam redescobrir o caminho da natureza, do cosmos, como sedo portadores de uma mensagem: Deus já se encarnou, já se fez carne de nossa carne. Contudo, é necessário ter a coragem de partir  de nossa cegueira espiritual e ir ao encontro Daquele que pode nos trazer a verdadeira Paz. E assim, preparar um novo mundo, onde não existam divisões, mas onde todos sejam irmãos por terem um único Deus como Pai e Criador, um único irão chamado Jesus Cristo.

          Estamos prontos para anunciar Jesus como o Salvador da humanidade?



"É preciso que Jesus seja amado, buscado e anunciado."


Palavra de fé
"Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou." (Mateus 2,9)

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus

          Antigamente, no dia 1º de janeiro celebrava-se a Circuncisão do Menino Jesus. Atualmente, nela se celebra a Santíssima Virgem, que o Concílio de Éfeso (ano 431) proclamou "Theotókos" (Mãe de Deus).

          Este título traz em si um dogma que dependeu de dois Concílios, em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla. Estes dois concílios trataram de responder a respeito desse mistério da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

          No mesmo século, século IV, já ensinava o bispo Santo Atanásio: "A natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso". Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão. Fazendo a relação deste mistério da encarnação, no qual o Verbo assumiu a condição da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminuição; é sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma só divindade. Assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.

          No terceiro Concílio Ecumênico em 431, foi declarado Santa Maria a Mãe de Deus. Muitos não compreendiam, até mesmo pessoas da igreja como Nestório, patriarca de Constantinopla, ensinava de maneira errada que no mistério de Cristo existiam duas pessoas: uma divina e outra humana; mas não é isso que testemunha a Sagrada Escritura, porque Jesus Cristo é verdadeiro Deus em duas naturezas e não duas pessoas, uma natureza humana e outra divina; e a Santíssima Virgem é Maria Mãe de Deus.